Com o boom do e-commerce, crescem também as exigências dos consumidores. A velocidade com que se compra qualquer coisa pela internet é proporcional à velocidade com que se espera receber o que foi adquirido.

O movimento por entregas cada vez mais rápidas tem feito o mercado evoluir do “same day delivery” para o “same hour”. Quem sabe, em breve, chegaremos ao “same minute”! Sabia que na China já há entregas em 20 minutos?

De fato, a entrega é questão primordial na experiência de compra, tanto do consumidor final (B2C) quanto das empresas (B2B), que buscam agilidade na aquisição de matéria-prima e outro itens ligados à produção.

Além disso, essa parte da logística contribui para garantir a satisfação do cliente. É aqui que se fideliza. Mas há vários desafios que impactam nesta operação, principalmente porque o modal de transporte mais usado no Brasil é o rodoviário.

Alguns desses desafios podem ser contornados, mas também há aqueles que fogem do controle – nada que uma análise preditiva não possa ajudar. Entre eles, estão:

  1. Infraestrutura das vias de transporte;
  2. Trânsito;
  3. Clima;
  4. Ausência de ferramentas de otimização de estoque e rotas;
  5. Falta de segurança (roubos e furtos);
  6. Falta de planejamento;
  7. Gastos com manutenção, peças e combustível;
  8. Pandemia e outras “crises”.

Uma solução para os desafios de infraestrutura, trânsito e clima é utilizar ferramentas que monitorem em tempo real a condição das estradas e mostre a previsão do tempo atualizada, oferecendo alternativas para contornar as possíveis dificuldades. No caso da otimização de estoques, um bom WMS integrado a outras soluções é essencial.

Para a questão da falta de segurança, é preciso investir em soluções que garantam a integridade da carga e do motorista, como sistemas de travas e monitoramento, inclusive escolta, dependendo do valor da mercadoria.

De modo geral, para sair-se bem frente a esses desafios, a empresa precisa aplicar a inteligência logística ao longo de toda a cadeia, não apenas no transporte. Isso quer dizer que planejamento é fundamental!

Hoje em dia, há sistemas que registram todo o tipo de informação: dirigibilidade do motorista, uso de combustível, tempo ocioso, manutenção de veículos, entre outros. E tudo isso colabora para reduzir paradas não programadas e otimizar as operações.

Mas lembre-se: não basta apenas o registro, o importante é analisar todos esses dados, gerar relatórios e executar ações que sempre melhorem o nível de serviço.

Aliás, a análise preditiva através da Inteligência Artificial permite prever as ocorrências com antecedência, para que se tome decisões o mais rápido possível. Essa prevenção é extremamente útil para lidar com situações de crise.

A adoção de um programa de gestão de risco bem estruturado, com foco na melhoria contínua também é ponto primordial. Onde estão os gargalos? Como aprimorar os processos?

Vale lembrar que tudo isso só funciona com equipes alinhadas. Aí também entra a tecnologia, pois ferramentas de comunicação simples e intuitivas permitem acelerar todo o processo.

Administrar a cadeia logística, lidando com esses desafios, requer muito conhecimento do mercado. Por isso, uma boa dica é terceirizar a logística com companhias especializadas. Dessa forma, a contratante pode se dedicar às próprias operações, focando no lucro, deixando essa área estratégica nas mãos de quem tem expertise para contornar as dificuldades.

Em momentos de crise, como o que estamos vivendo, fazer parcerias para que cada um atue na sua habilidade é uma atitude inteligente que contribui não só para o sucesso das empresas envolvidas, mas também para toda a cadeia logística.

Processos melhores motivam, engajam e nivelam o mercado para cima. Seja uma companhia comprometida e estude qual é a melhor forma de garantir uma logística de qualidade para suas atividades.

 

Marcelo Maruyama

Gerente de Projetos e Logística da TRB. Marcelo é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de São João Del Rey. Trabalha há mais de 20 anos na área de Logística, sendo os últimos 15 como gestor de operações logísticas e de transporte. Atua como gestor de projetos que requerem alto grau de customização, formação de preços e desenvolvimento de soluções logísticas e de transporte. Especializado em distribuição fracionada (LTL) e lotação (FTL) com abrangência nacional, traz vasta experiência com a contribuição do seu conhecimento em empresas do segmento, como Ceva Logistics e TA (Transportadora Americana), atuando junto a grandes clientes, tais como: IBM, Unisys, Diebold, Honda, Fiat, Eaton, BMW, Samsung, entre muitos outros e em diversos segmentos.